Dia Nacional do Livro Infantil

O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado em 18 de Abril, neste ano de 2021 a data caiu em um domingo.

Dar às crianças acesso a todas as variedades de literatura é extremamente importante para seu sucesso. Educadores e pais devem ajudar os alunos a desenvolver amor e paixão pela leitura.

A literatura infantil não é apenas importante no desenvolvimento de habilidades cognitivas para ter sucesso na escola ou no trabalho, mas também é importante porque ajuda os alunos a desenvolver inteligência emocional e criatividade; estimula o crescimento e o desenvolvimento da personalidade e das habilidades sociais do aluno; e transmite literatura e temas importantes de uma geração para a outra.

Leitura de livros infantis é extremamente valiosa tanto na escola como em casa. Professores e pais devem ser capazes de diferenciar entre literatura de qualidade e triviais, a fim de dar aos alunos acesso aos melhores livros para encorajar os importantes valores da literatura.

Origem do Dia Nacional do Livro Infantil

O Dia Nacional do Livro Infantil é comemorado, anualmente, no dia 18 de abril e foi oficializado pela lei 10402, de 8 de janeiro de 2002. A data foi uma homenagem ao natalício do escritor Monteiro Lobato.

Monteiro Lobato

José Bento Monteiro Lobato (1882-1948) foi um dos mais populares escritores brasileiros.

Autor de um vasto número de publicações, destaca-se por ser um dos primeiros no Brasil a escrever livros destinados exclusivamente ao público infantil.

Entre 1920 e 1947, Lobato escreveu cerca de 23 romances de fantasia para crianças e adolescentes, além de uma série de traduções para o português de clássicos da literatura internacional para aquele leitor-alvo.

Lobato seguiu os passos de seus concidadãos contemporâneos que se empenhavam em construir uma sociedade governada por valores seculares.

Assim, suas obras literárias para crianças carecem de religiosidade ou a apresentam de maneira vaga ou periférica. Às vezes, esse aspecto só vem na forma de folclore. Lobato atribui grande valor à ciência e à história.

Sítio do Pica-pau Amarelo

As aventuras de seus personagens principais se passam no Sítio do Pica-pau Amarelo. A partir daí, partem para viver aventuras em outros tempos, espaços e dimensões.

Entre seus personagens, todos queridos por gerações de leitores, podemos citar seis como provavelmente os mais conhecidos.

Emília é, talvez, a personagem mais importante. Emília é uma boneca de trapos viva, cujo estado civil é "separada". Esse aspecto é particularmente relevante em um país onde o divórcio só se tornou legal em 1977.

Emília não tem autocensura e muitas vezes não tem princípios morais. Ela sempre fala o que pensa e, embora possa ser muito emotiva em algumas circunstâncias, também pode ser extremamente cruel em outras.

Outro personagem importante é o Visconde de Sabugosa (um trocadilho com a palavra sabugo, sabugo de milho, e Sabugosa, uma pequena aldeia em Portugal). Ele é um fantoche de sabugo de milho que ganhou vida e se tornou, depois de muito estudo, um erudito eminente e conhecido internacionalmente.

Ele mantém um perfil discreto e é fisicamente limitado, mas pode resolver questões técnicas e éticas com extrema facilidade. No entanto, ele parece estar completamente sujeito à tirania de Emília, que se aproveita de sua fragilidade emocional e distração.

Além disso, ele revela um individualismo peculiar e suas reais motivações muitas vezes são desconhecidas.

Dona Benta é a matriarca da família. Ela é uma senhora sábia e inteligente. Ela participa, tanto quanto sua condição física permite, de várias aventuras e está sempre pronta para dar conselhos e opiniões importantes e essenciais.

Ela trata o Visconde com respeito e admiração e mostra tolerância para com Emília. Ela geralmente expressa cautela com relação à política e não ocupa posições irracionais.

Moram com ela na fazenda seus netos, os pré-adolescentes Pedrinho e Narizinho (uma menina de nariz arrebitado que é apelidada de "narizinho"), que levam a vida de maneira um tanto descuidada.

Porém, por serem inteligentes e sensíveis, aproveitam para aprender com tudo o que os rodeia. Tudo o que aprendem vem da experiência que obtêm de suas ações conscientes.

Tia Anastácia, afro-descendente hábil na culinária, é a cozinheira da família. Ela está, no entanto, com muito medo dos eventos em que se envolve, geralmente contra sua vontade.

Porém, como tudo o que faz é bem feito, muitas vezes atrai a admiração de todos. Por exemplo, o Minotauro, tendo-a apreendido uma vez para comê-la, preferiu mantê-la como cozinheira no labirinto de Creta.

As aventuras escritas por Monteiro Lobato são não só lúdicas e criativas, mas também educativas e formativas, de forma a estimular o individualismo e a autonomia moral.

Tratam de temas como história, geografia e ciências em geral, como astronomia, por exemplo. Seus personagens viajam pelo mundo, visitam outros planetas e viajam no tempo. Todos são oportunidades para algum aprendizado específico.

Os livros de Lobato se dedicam à popularização do folclore brasileiro.

Dois romances são realmente especiais.

A Chave do Tamanho

O primeiro é A Chave do Tamanho.

Neste romance, ambientado durante a Segunda Guerra Mundial, Emilia vai a um lugar nebuloso em outra dimensão, onde puxa uma alavanca que encolhe todos os seres humanos a um tamanho microscópico.

O texto, repleto de debates morais e éticos, é também uma das histórias mais profundas de Lobato. De um modo geral, o autor revela a relatividade de todos os princípios morais estabelecidos. Tudo é eventualmente resolvido por meio de engenhosidade e adaptabilidade ao meio ambiente.

Embora ela acabe com a guerra, as ações de Emília causam a morte de milhões de pessoas. E embora as crianças adorem esse novo mundo, a maioria do povo da fazenda acaba por votar pela volta ao seu tamanho normal, contra a vontade de Emília, Pedrinho e Narizinho.

O Poço do Visconde

O segundo romance é O Poço do Visconde.

O Poço teve um papel importante na história da literatura brasileira. Neste romance, o Visconde de Sabugosa lidera os moradores da fazenda em uma expedição para perfurar um poço de petróleo nas propriedades de Dona Benta.

Com forte conotação política, o romance sustenta que a emancipação do Brasil depende da autonomia energética.

Embora Lobato seja geralmente considerado um americanófilo, ele criticou os trustes internacionais de petróleo que, segundo ele, impediam o Brasil de usar suas próprias reservas de energia.

Lobato afirma que, assim que começasse a produzir petróleo, o Brasil seria capaz de se desenvolver e deixar de ficar atrás de outros países.

A geração que leu O Poço de Visconde, cujo subtítulo é Geologia infantil, interessou-se especialmente pela disputa política dos anos 50, que resultou na criação da estatal brasileira Petrobrás.

Lobato também era empresário e ativista político. Ele contou com a capacidade do setor privado para mudar o Brasil.

Entre outras coisas, ele se esforçou para fortalecer o mercado editorial brasileiro. Em 1925, fundou a Companhia Editora Nacional , primeira editora e gráfica brasileira.

Ele também fundou a Companhia Petróleos do Brasil, em 1931, a primeira empresa brasileira de prospecção de petróleo.

Ambos faliram, frustrados pelo arcaísmo político, pela burocracia e pelas restrições generalizadas impostas pela sociedade brasileira.

Por morar no Brasil, Monteiro Lobato não pôde deixar de ser um tanto pessimista quanto às suas iniciativas modernizadoras, pois tudo no Brasil reagiu contra a modernização.

O Minotauro

Em seu romance O Minotauro, que se passa na Grécia de Péricles, Dona Benta conversa com Sócrates a quem diz que "daqui a 2.377 anos, Sua Majestade a Estupidez Humana será mais gorda e mais forte do que hoje".

Sócrates acha estranho e diz "sua senhora é da opinião que o progresso é contínuo. Bem, como o progresso é contínuo, a estupidez não pode prevalecer".

Dona Benta ri e diz: "o progresso é contínuo, sim, mas tanto para o bem como para o mal. A ciência, a técnica avança, o Bem avança, mas o mal avança também como a estupidez".

Não se sabe se Lobato achava que era um processo generalizado ou pensava que, ao contrário do que acontece no resto do mundo, a burrice no Brasil avança, não no mesmo ritmo, mas muito mais rápido que a ciência e a tecnologia.

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